FASCINAÇÃO |
[...] seduzido pelo Espírito que o domina, [o obsidiado] se ilude com relação às qualidades deste último e se compraz no erro a que é conduzido, porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde sempre, do que a mais violenta subjugação. |
Referência: A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro da 5a ed. francesa. 48a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
[...] o isolamento favorece a fascinação, ao passo que as reuniões encontram controle na pluralidade das opiniões. |
Referência: Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita. Org. por Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
Em suma, publicando comunicações dignas de interesse, faz-se uma coisa útil. Publicando as que são fracas, insignificantes ou más, faz-se mais mal do que bem. Uma consideração não menos importante é a da oportunidade. Algumas há cuja publicação seria intempestiva e, por isso mesmo prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo. |
Referência: Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita. Org. por Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
[...] É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações. O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente. A ilusão pode mesmo ir até o ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula. Fora erro acreditar que a este gênero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso. Dela não se acham isentas nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem. |
Referência: O Livro dos médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores. Trad. de Guillon Ribeiro da 49a ed. francesa. 76a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
A fascinação obsessional é muito mais grave, porque nela o médium é completamente iludido. O Espírito que o domina apodera-se de sua confiança, a ponto de impedi-lo de julgar as comunicações que recebe, fazendo-lhe achar sublimes os maiores absurdos. O caráter distintivo deste gênero de obsessão é provocar no médium uma excessiva suscetibilidade e levá-lo a não acreditar bom, justo e verdadeiro senão o que ele escreve; a repelir e, mesmo, considerar mau todo conselho e toda observação crítica, preferindo romper com os amigos a convencer-se de que está sendo enganado; a encher-se de inveja contra os outros médiuns cujas comunicações sejam julgadas melhores que as suas; a querer impor-se nas reuniões espíritas, das quais se afasta, quando não pode dominá-las. Essa atuação do Espírito pode chegar ao ponto de ser o indivíduo conduzido a dar os passos mais ridículos e comprometedores. |
Referência: O que é o Espiritismo: noções elementares do mundo invisível, pelas manifestações dos Espíritos. 52a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
Quando atingimos a fascinação, o fenômeno acentua-se e as conseqüências tornam-se mais graves. O médium não se julga ludibriado, já não goza do seu livre-arbítrio integral, só obedece às injunções do Espírito, é a hipnotização espiritual a exercer-se. Mercê da liberdade que o médium outorga ao Espírito, pode este atuar intensamente sobre o perispírito dele, médium, e isso com tanto mais facilidade quanto já não encontra obstáculo, de vez que a vontade mediúnica se lhe rendeu complacente. |
Referência: A evolução anímica: estudo sobre psicologia fisiológica segundo o Espiritismo. Trad. de Manuel Quintão da 2a ed. francesa. 11a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
[...] a fascinação é bem mais grave [do que a obsessão simples], porque o agente espiritual atua diretamente sobre o pensamento de sua vítima, inibindo-lhe o raciocínio e levando-a à perigosa convicção de que as idéias que expressa, por mais fantásticas que sejam, provêm de um Espírito de elevado gabarito intelectual e moral. Seu engano é evidente a todos, menos a ele próprio, que segue, fascinado e servil, o Espírito que se apoderou sutilmente de sua mente. |
Referência: Diálogo com as sombras: teoria e prática da doutrinação. 20a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
[...] é a influência, sutil e pertinaz, traiçoeira e quase imperceptível, que Espíritos vingativos exercem sobre o indivíduo objeto de suas vinditas. |
Referência: Estudando a mediunidade. 23a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.. |
Fascinação é a ilusão produzida pela ação direta de Espírito moralmente inferiorizado, na escala evolutiva, mas lúcido e consciente, sobre o pensamento do médium, mais ou menos sensível. |
Referência: Mediunidade e evolução. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1987.. |
No segundo grau de obsessão, o processo de fascinação, apesar de o indivíduo raciocinar, ler e conhecer certas máximas qualitativas da vida, encontra-se com o bloco dos sentimentos fixados em determinadas idéias. O ser somente enxerga o que lhe convém – a influência negativa em constante ação. Mesmo que possua noções e alguns conhecimentos espiritistas ou mensagens de alerta, as suas idéias estão convergidas para uma única direção; esses indivíduos flutuantes jamais absorveram e muito menos procuraram ter atitudes de vida coerentes com a moral espírita, que é séria e sem pieguismos. [...] |
Referência: Visão espírita nas distonias mentais. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1992.. |
A fascinação é uma perseguição mais perigosa, porque o Espírito ilude ardilosamente o médium e a tal ponto que este não se julga vítima de um impostor ou perseguidor. O Espírito apresenta-se-lhe sob várias formas, simulando entidades diversas, e, quando o domínio se completa, submete a vítima a penosas e amargas decepções, expondo-a ao ridículo. Outras vezes, o que é pior, quando consegue atrair dois ou mais adeptos para apoiar o médium, provoca habilmente a cisão entre os membros do grupo, que, desde esse dia, tem marcado o período da sua dissolução. |
Referência: Sessões práticas e doutrinárias do Espiritismo: organização de grupos, métodos de trabalho. 8a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.. |
Ver também
OBSESSÃO |
|
|