ALUCINAÇÃO
[...] exprime o erro, a ilusão de uma pessoa que julga ter percepções que realmente não tem. Origina-se do latim hallucinari, errar, que vem de ad lucem. Mas, que saibamos, os sábios ainda não apresentaram a razão fisiológica desse fato.
Referência: 
O Livro dos médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores. Trad. de Guillon Ribeiro da 49a ed. francesa. 76a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
[...] sabe-se que as alucinações nada mais são do que falsas percepções. Segundo Baillarger, são fruto de uma sensação de origem interna, de mecanismo cerebral e não periférico, produzida de dentro para fora, embora seja vivenciada pelo eu, de modo errôneo e, conseqüentemente, patológico, como proveniente do mundo objetivo, sendo, portanto, secundadariamente projetada no mundo exterior.
Referência: 
Psiquiatria e mediunismo. 2a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995..
Alucinações são distúrbios senso-perceptivos quase sempre de natureza patológica, com raras exceções, tais como as alucinações hipnagógicas e hipnopômpicas, relacionadas ao adormecimento e ao acordar. Se os fenômenos mediúnicos fossem considerados de natureza patológica, o número de doentes mentais seria incrementado em progressão geométrica. Daí a importância do bom senso na delimitação entre o normal e o patológico. As alucinações já eram conhecidas desde a Antigüidade, e Asclepíades afirmava que elas eram reais para os pacientes. O termo provém do latim aluo que significa ter o espírito extraviado. Entre os povos primitivos, dizer que se perdeu a alma é sinônimo de doença mental. Esquirol definiu, erradamente, as alucinações como sendo uma percepção sem objeto. Os fenômenos alucinatórios não são fruto de percepções e, para os pacientes, representam um objeto real. A posição espírita acrescenta aqui a hipótese das percepções extra-sensoriais, como já foi dito, para explicar uma minoria de casos.
Referência: 
Psiquiatria e mediunismo. 2a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995..
[...] A alucinação poderia ser definida como um sonho em estado de vigília, é a percepção de uma imagem ilusória, de um som que não existe realmente, que não tem valor objetivo. [...] a causa eficiente da alucinação existe no aparelho nervoso sensorial e deve ser atribuída a um trabalho particular do cérebro. [...]
Referência: 
O Espiritismo perante a Ciência. Trad. de Carlos Imbassahy. 4a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004..
As alucinações são ilusões do cérebro e do pensamento [...]. Desde o momento que a impressão experimentada é considerada como real, como o resultado de uma causa exterior, agindo sobre o cérebro ou sobre o espírito, perde ela o seu caráter alucinatório e entra na categoria dos fatos. A [...] a alucinação é uma sensação essencialmente subjetiva e errônea, uma percepção falsa.
Referência: 
O desconhecido e os problemas psíquicos. Trad. de Arnaldo São Thiago. 6a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 2 v..
[...] alucinação, que é uma criação do cérebro, a aparência de um objeto exterior que não existe, ou a reaparição de impressões conservadas na memória.
Referência: 
A mediunidade e a lei. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002..
A alucinação é sempre um fenômeno intrinsecamente espiritual, mas pode nascer de perturbações estritamente orgânicas, que se façam reflexas no aparelho sensorial, viciando o instrumento dos sentidos, por onde o espírito se manifesta.
Referência: 
O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 26a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006..