CRÍTICA
[...] há duas espécies de crítica: uma que é malévola, acerba, envenenada, onde a inveja se trai em cada palavra; a outra, que visa à sincera pesquisa da verdade, tem características completamente diversas. A primeira não merece senão o desdém; jamais com ela me incomodei. Somente a segunda é discutível.
Referência: 
Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita. Org. por Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
Para criticar é necessário poder opor raciocínio a raciocínio, prova a prova. Será isto possível, sem conhecimento aprofundado do assunto de que se trata? Que pensaríeis de quem pretendesse criticar um quadro, sem possuir, pelo menos em teoria, as regras do desenho e da pintura? Discutir o mérito de uma ópera, sem saber música? Sabeis a conseqüência de uma crítica ignorante? É ser ridícula e revelar falta de juízo. Quanto mais elevada a posição do crítico, quanto mais ele se põe em evidência, tanto mais seu interesse lhe exige circunspeção, a fim de não vir a receber desmentidos, sempre fáceis de dar a quem quer que fale daquilo que não conhece. É por isso que os ataques contra o Espiritismo têm tão pouco alcance e favorecem o seu desenvolvimento, em vez de o deter. [...]
Referência: 
Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita. Org. por Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
A crítica construtiva é uma necessidade em qualquer setor da atividade humana. Devemos prezá-la, quando feita com evidente superioridade de ânimo, porque nos ajuda a tirar o argueiro do olho, a enxergar o que não vemos com os olhos abertos. O censurável, consoante os princípios evangélicos e a moral espírita, não é a crítica sã, impessoal, que objetiva mostrar o erro para facilitar sua correção, mas a crítica balofa, sem finalidade elevada, destrutiva, porque inspirada no malévolo desejo de indispor.
Referência: 
Rumos Doutrinários. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
[...] A crítica destrutiva é um martelo que usamos criminosamente, ante o respeitável esforço alheio. [...]
Referência: 
Alvorada cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. Prefácio de Emmanuel. 13a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..