CARMA

[...] débitos ou créditos perante a Justiça Divina, resultantes de nosso procedimento em encarnações anteriores [...].

Referência: 
As leis morais: segundo a filosofia espírita. 12a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..

No ponto de vista cármico, cada vida planetária contém, em última análise, o fruto das vidas passadas, cristalização dos nossos atos e pensamentos, dos nossos desejos e aspirações, bons e maus e o embrião de vidas futuras na lógica seqüência e encadeamento de causas e efeitos, dinamizados dentro do psiquismo de cada alma. O passado determina o presente, como o presente determinará o futuro dentro do princípio da causalidade cármica. Não existem, pois, favoritismos, predestinações ou arbítrios divinos. Para cada vida, quer no plano terrestre, quer nos mundos intermediários (astral) e espirituais, o homem é o árbitro do seu destino, subordinado ao determinismo cósmico, essencialmente complacente e progressivo, transcendendo o espaço e o tempo. [...] O carma registra com precisão matemática toda atividade mental e emocional – pensamentos e sentimentos, atos e aspirações – que vão do subconsciente ao superconsciente do psiquismo humano, procurando equilibrar duma forma oportuna, justa e sábia o débito ou crédito de cada alma perante o cumprimento ou não cumprimento das Leis Divinas, imutáveis e eternas, inscritas na consciência humana.

Referência: 
Ciência e Espiritismo: da sabedoria antiga à época contemporânea. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..

O carma, que exprime fielmente a lei de causa e efeito, porque é ela mesma, é a cruz que todos carregamos no dia-a-dia da vida terrena e espiritual. Irá ficando mais leve à medida que formos reduzindo a parte negativa da nossa personalidade moral e aumentando a parte positiva que nos levará à redenção. Irá ficando mais pesada, entretanto, à proporção que a nossa imprevidência, preguiça, displicência ou invigilância se for multiplicando sem que nos apercebamos do mal que a nós mesmos fazemos.

Referência: 
Rumos Doutrinários. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..

Os livros doutrinários espíritas, quer os clássicos, quer as contribuições mediú nicas, apreciam de forma edificante essa atraente questão, destacando os infortúnios atraídos pelas ações do presente, para a nossa vida, daqueles provenientes de existências anteriores, como herança de um passado criminoso, a constituir o chamado carma inevitável.

Referência: 
À luz do Consolador. 2a ed. Rio de Janeiro: FEB. 1997..

Sim, o carma, expressão vulgarizada entre os hindus, que em sânscrito quer dizer ação, a rigor, designa causa e efeito, de vez que toda ação ou movimento deriva de causa ou impulsos anteriores. Para nós expressará a conta de cada um, englobando os créditos e os débitos que, em particular, nos digam respeito. Por isso mesmo, há conta dessa natureza, não apenas catalogando e definindo individualidades, mas também povos e raças, estados e instituições. [...] carma ou conta do destino criada por nós mesmos [...].

Referência: 
Ação e reação. Pelo Espírito André Luiz. 26a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004..
Ver também Lei de causa e efeito |  KARMA |