SUBJUGAÇÃO |
A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma como fascinação. No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. Traduz-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, ainda nos momentos menos oportunos. [...] Vai, às vezes, mais longe a subjugação corporal; pode levar aos mais ridículos atos. [...] |
Referência: O Livro dos médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores. Trad. de Guillon Ribeiro da 49a ed. francesa. 76a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
A subjugação obsessional, designada outrora sob o nome de possessão, é um constrangimento físico exercido sempre por Espíritos da pior espécie e que pode ir à neutralização do livre-arbítrio do paciente. Ela se limita, muitas vezes, a simples impressões desagradáveis; po rém, muitas vezes provoca movimentos desordenados, atos insensatos, gritos, palavras injuriosas ou incoerentes, de que o subjugado, às vezes, compreende o ridículo, mas não pode abster-se. Este estado difere essencialmente da loucura patológica com que erradamente a confundem, pois na possessão não há lesão orgânica alguma; sendo diversa a causa, outros devem ser também os meios de curá-la. |
Referência: O que é o Espiritismo: noções elementares do mundo invisível, pelas manifestações dos Espíritos. 52a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
A subjugação obsessional é ordinariamente individual; quando, porém, uma falange de Espíritos maus se lança sobre uma povoação, ela pode apresentar caráter epidêmico. Foi um fenômeno desse gênero que se verificou ao tempo do Cristo; só um poder moral superior podia então domar esses entes malfazejos, designados sob o nome de demônios, e restituir a calma às suas vítimas. |
Referência: O que é o Espiritismo: noções elementares do mundo invisível, pelas manifestações dos Espíritos. 52a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
Em O Livro dos Médiuns, verifica-se que a subjugação, ou a obsessão simples, não são, a bem dizer, um estado consciencial. Trata-se, mui simplesmente, da intermissão e da imposição constante de um Espírito a comunicar-se, a impedir que outros o façam, ou a substituir os evocados. |
Referência: A evolução anímica: estudo sobre psicologia fisiológica segundo o Espiritismo. Trad. de Manuel Quintão da 2a ed. francesa. 11a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
Na subjugação, antigamente chamada possessão, o domínio do Espírito é completo. O subjugado é um instrumento absolutamente dócil às sugestões do Espírito, que chega mesmo a não lutar contra esse poder oculto, quer física, quer moralmente falando. Torna-se-lhe, assim, inteiramente passivo. A vontade do obsessor avassalou, substituiu totalmente a sua vontade. Com mais um pouco, acabará perdendo a noção de si mesmo, passando a crer-se um personagem célebre, um reformador do mundo, etc. |
Referência: A evolução anímica: estudo sobre psicologia fisiológica segundo o Espiritismo. Trad. de Manuel Quintão da 2a ed. francesa. 11a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
[...] Domínio moral do Espírito sobre o encarnado, contrariando-lhe a vontade. |
Referência: Estudando a mediunidade. 23a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.. |
As manifestações máximas da obsessão, como terceiro e último estágio, estariam nos graus da subjugação, verdadeiro estado possessivo. Nesses patamares encontramos imensas variedades, onde as distonias mentais ocupam lugar de destaque dentro das notórias manifestações neuropsicóticas. |
Referência: Visão espírita nas distonias mentais. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1992.. |
A subjugação consiste na ação dominadora que o mau Espírito exerce sobre um outro Espírito que, por mais fraco, se deixou dominar e aquele sujeita temporariamente à sua vontade. Para produzir esse efeito, o subjugador atua fluidicamente sobre o outro, encarnado, combinando com os fluidos deste os do seu perispírito, utilizando-se de todos os elementos de mediunidade, que lhe ofereça a organização da sua vítima. Fá-la então sentir a sua presença de todas as maneiras, ouvir, falar, ver e praticar os atos a que lhe apraz impeli-lo, efeitos que a medicina oficial capitula de loucura. |
Referência: (Comp.) Elucidações Evangélicas. 13a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
A subjugação, como a obsessão, em geral, é uma expiação, sempre adequada e proporcionada aos crimes e faltas cometidos pelos que a sofrem e a se verificar em condições de despertar a consciência, de ocasionar o remorso e acarretar o arrependimento, que determina o perdão. [...] |
Referência: (Comp.) Elucidações Evangélicas. 13a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.. |
Quando ultrapassam o limite de simples influenciações, enraizando-se na mente da vítima que passa a viver sob o domínio quase total do obsessor, as obsessões assumem caráter de subjugação ou possessão e ocasionam sérios danos ao organismo do obsidiado. [...] |
Referência: Obsessão/desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas. 16a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.. |
A subjugação o domínio completo do Espírito sobre o médium. Este fica com a vontade paralisada, e ainda que deseje repelir a influência do Espírito, sobre si, não o consegue. O médium abdica inteiramente da sua vontade, ainda que o não queira. |
Referência: Sessões práticas e doutrinárias do Espiritismo: organização de grupos, métodos de trabalho. 8a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.. |
Ver também
OBSESSÃO |
OBSESSÃO |
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