PRINCÍPIO ESPIRITUAL
O princípio espiritual é corolário da existência de Deus; sem esse princípio, Deus não teria razão de ser, visto que não se poderia conceber a soberana inteligência a reinar, pela eternidade em fora, unicamente sobre a matéria bruta, como não se poderia conceber que um monarca terreno, durante toda a sua vida, reinasse exclusivamente sobre pedras. [...]
Referência: 
A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro da 5a ed. francesa. 48a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
As propriedades sui generis que se reconhecem ao princípio espiritual provam que ele tem existência própria, pois que, se sua origem estivesse na matéria, aquelas propriedades lhe faltariam. [...]
Referência: 
A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro da 5a ed. francesa. 48a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
Os princípios espirituais, ou mônadas celestes, foram trazidos pelos Gênios Celestes sob a égide de Jesus Cristo e, como uma geléia cósmica, envolveram todo o planeta Terra, a fim de dar início à vida. Naquele momento, estes princípios já possuíam um determinado teor de força, acusando potencialidades ativas ou passivas, masculinas ou femininas. A diferenciação sexual se iniciara nos primórdios da vida microscópica nas águas mornas do orbe terráqueo. [...] As mônadas celestes são as sementes da vida, possuíam em germe qualidades ativas ou passivas, com a possiblidade de desenvolvê-las infinitamente, dentro dos incontáveis milênios de luta, trabalho e experiência. Enquanto o princípio inteligente caminha nas faixas inferiores da Natureza, ele será guiado, orientado e testado pelos arquitetos divinos, inumeráveis vezes, até alcançarem a faixa inaugural da razão. [...]
Referência: 
Sexo e evolução. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
O princípio espiritual, crisálida de consciência, nasce, por transformação, da extrema evolução da energia, no berço da matéria. [...] O princípio espiritual é o gérmen do Espírito, a protoconsciência. Uma vez nascido, jamais se desfará, jamais morrerá. Filho de Deus Altíssimo, inicia então a sua lenta evolução, no espaço e no tempo, rumo ao principado celeste, à infinita grandeza crística. Durante milênios vai residir nos cristais, em longuíssimo processo de autofixação, ensaiando aos poucos os primeiros movimentos internos de organização e crescimento volumétrico, até que surja, no grande relógio da existência, o instante sublime em que será liberado para a glória orgânica da Vida.
Referência: 
Universo e vida. Pelo Espírito Áureo. 6a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..