[...] A despeito das mudanças que se operaram no mundo, a bem dizer em todos os sentidos, o valor intelectual e o valor moral se reclamam e completam, pouco importa que muita gente não se preocupe com problemas desta ordem. Se o indivíduo tem muita capacidade, mas não se recomenda moralmente, será um condutor desastroso, seja no âmbito da coisa pública, seja no âmbito da economia privada; se é realmente honesto, um modelo de moral, mas inexperiente ou inábil, também não está em condições de assumir certas responsabilidades. Em suma, sem a identificação, a verdadeira harmonia da moralidade com a capacidade nunca será possível uma gerência produtiva, sólida e benéfica. É o pensamento de Allan Kardec. E os valores por ele preconizados estão de pé, apesar das novas concepções de vida e dos novos estilos hoje predominantes neste ou naquele segmento da sociedade. [...] |