MESA GIRANTE

[...] [O fenômeno das mesas girantes] consiste no movimento circular impresso a uma mesa. Esse efeito igualmente se produz com qualquer outro objeto, mas sendo a mesa o móvel com que, pela sua comodidade, mais se tem procedido a tais experiências, a designação de mesas girantes prevaleceu, para indicar essa espécie de fenômenos. [...] Durante muito tempo esse fenômeno entreteve a curiosidade dos salões. Depois, aborreceram-se dele e passaram a cultivar outras distrações, porquanto apenas o consideravam como simples distração. Duas causas contribuíram para que pusessem de parte as mesas girantes. Pelo que toca à gente frívola, a causa foi a moda, que não lhe permite conservar por dois invernos seguidos o mesmo divertimento, mas que, no entanto, consentiu que em três ou quatro predominasse o de que tratamos, coisa que a tal gente deve ter parecido prodigiosa. Quanto às pessoas criteriosas e observadoras, o que as fez desprezar as mesas girantes foi que, tendo visto nascer delas algo de sério, destinado a prevalecer, passaram a ocupar-se com as conseqüências que o fenômeno dava lugar, bem mais importantes em seus resultados. [...] M Como quer que seja, as mesas girantes representarão sempre o ponto de partida da Doutrina Espírita [...]. Para que o fenômeno se produza, faz-se mister a intervenção de uma ou muitas pessoas dotadas de especial aptidão que se designam pelo nome de médiuns. [...]

Referência: 
O Livro dos médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores. Trad. de Guillon Ribeiro da 49a ed. francesa. 76a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..

A mesa [girante] não é senão um instrumento de que [...] [o Espírito] então se serve, como o faz com o lápis para escrever, dando-lhe vitalidade momentânea, pelo fluido com que a penetra, mas não se identifica com ela.

Referência: 
O que é o Espiritismo: noções elementares do mundo invisível, pelas manifestações dos Espíritos. 52a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..

Mesas de vários tipos e tamanhos (de preferência pequenas) levantavam um pé, movimentavam-se subindo, dançando; ditavam mensagens; compunham música; pairavam no ar, sem qualquer apoio. Eram as chamadas “mesas girantes” (tables-moving, tischrüken, tables mouvantes, tables tournantes), que invadiram vários países (Estados Unidos, onde foram precedidas pelo conhecido “episódio de Hydesville”, Canadá, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Brasil), despertando as consciências adormecidas no comodismo de religiões paternalistas ou narcotizadas pelos enleios do materialismo grosseiro, das vidas sem perspectivas espirituais definidas.

Referência: 
Espiritismo básico. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002..

[Três hipóteses para explicar o movimento das mesas girantes:] 1a. A teoria mecânica, conhecida sob o nome de teoria das ações musculares inconscientes, da qual diz: “Ela é o refúgio natural de todos os físicos e fisiologistas que foram forçados a admitir o fato da mesa girante, porém que, pouco ou nada conhecendo do psiquismo, acham-se logo sem recursos, visto não terem outro meio de esconder a sua ignorância”. 2a. A teoria telecinética, segundo a qual objetos inanimados são movidos em direção contrária ao efeito habitual do peso por uma força comunicada a esses objetos, a distância, por pessoas vivas. 3a. A teoria espírita, aquela que admite que inteligências desencarnadas imprimem aos objetos o mesmo movimento que nós mesmos lhes poderíamos comunicar. [...]

Referência: 
A Levitação. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980..

[...] Por meio de pancadas significando “sim” e “não”, combinou-se com a mesa [girante], isto é, com o Espírito manifestante, o processo do alfabeto usado nos Estados Unidos: uma pancada batida para o A, duas para o B, três para o C, e assim por diante. Muitas vezes, adivinhada a palavra, não havia necessidade de ela ser completada. Mas, qualquer engano neste sentido, a mesa de imediato advertia do erro cometido e retomava o ditado interrompido.

Referência: 
As mesas girantes e o Espiritismo. 4a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
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