MENSAGENS ESP�RITAS
Com a ressalva natural dos casos em que as mensagens t�m o sentido de recados, ou trazem advert�ncias especiais, o que se nota, em grande parte das comunica��es, � que os guias espirituais preferem falar em tese, n�o citam nomes, n�o individualizam problemas nem gostam de vasculhar a vida �ntima de quem quer que seja. Muitas e muitas vezes, por exemplo, at� mesmo em c�rculos particulares de tr�s a quatro pessoas, as entidades comunicantes aproveitam as oportunidades para disserta��es gerais, ora sobre temas filos�ficos, quando lhes parecem cab�veis, ora sobre quest�es morais ou cr�tica de id�ias. Geralmente n�o descem a pormenores. Nem todos, no entanto, ou somente poucos participantes dessas reuni�es, percebem que os instrutores espirituais se voltam mais para as causas do que para os casos em si. � uma sutileza que escapa � compreens�o de muita gente.
Referência: 
An�lises esp�ritas. Compila��o de Celso Martins. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005..
Para n�s, esp�ritas, que somos os filhos da casa, essas mensagens podem n�o mais conter novidades, j� n�o provocam emo��es em nosso cora��o, que se habituou a elas, como a crian�a que, vivendo na fartura do leite e do p�o, rejeita-os freq�entemente, saciadas que se sentem com a abastan�a no lar paterno. Mas, para aquele que s� conheceu dogmas inexpressivos, que n�o chegaram a lhes fornecer a cren�a em Deus e em si pr�prios; para aquele que s� conheceu o negativismo, que vive no materialismo porque nada racional lhe foi exposto em mat�ria de f�, embora sedento por algo que edifique a sua alma; para aquele que, se sofre, nada mais encontra � sua volta sen�o a desola��o da incompreens�o, uma dessas mensagens � o convite � esperan�a e � do�ura do bem, murm�rio celeste segredando que, para al�m de n�s mesmos, algo sublime existe desconhecido, mas que precisa conhecido.
Referência: 
� luz do Consolador. 2a ed. Rio de Janeiro: FEB. 1997..