No meio esp�rita, como � �bvio, a situa��o muda inteiramente de figura. Ningu�m faz profiss�o na imprensa esp�rita, ningu�m recebe ordem para escrever desta ou daquela maneira. Tudo � espont�neo e desinteressado. A responsabilidade, por isso mesmo, torna-se muito maior ou mais grave. O jornalista profissional pode alegar em �ltimo caso: � a pol�tica do jornal e eu nada tenho com isso! O mesmo n�o se d� no meio esp�rita. O jornalista esp�rita, aquele que escreve pela e para a Doutrina, evidentemente n�o o faz por mero prazer intelectual, mas por um compromisso com a causa. Sente-se mais � vontade nesse campo de trabalho e procura ser �til, pois a seara esp�rita oferece muitas �reas de oportunidade. � um jornalismo de responsabilidade pessoal, acima de tudo, pois quem escreve para qualquer publica��o esp�rita naturalmente pensa nas conseq��ncias de um artigo ou de um coment�rio, de vez que uma frase menos clara, uma afirma��o nebulosa podem causar muita confus�o. E quantas e quantas vezes se faz a mat�ria e, depois de tudo pronto, logo se verifica que alguma coisa n�o est� certa, algum ponto talvez n�o seja bem compreendido. Rasga-se o artigo, faz-se tudo de novo. Que significa isto? Consci�ncia de responsabilidade. V�-se, pois, que o jornalista esp�rita, embora n�o seja profissional e, portanto, n�o tenha interesse material no que escreve, vive os seus dramas �ntimos por causa da posi��o que assume perante a coletividade que l� o jornal esp�rita. O jornalismo esp�rita �, na maioria dos nossos �rg�os, um tipo de jornalismo diletante, mas nem por isso deixa de ser muito respons�vel. O fato de escrever relativamente f�cil, quando se tem gosto e oportunidade, n�o quer dizer seja igualmente f�cil explanar mat�ria doutrin�ria com o necess�rio cuidado de dosar bem as id�ias, a fim de que n�o fique a menor confus�o entre os leitores. � verdade que o nosso p�blico esp�J rita � homog�neo nos aspectos fundamentais, mas � bastante diversificado em suas prefer�ncias, rea��es e tend�ncias. Ent�o, o jornalista deve ter a necess�ria flexibilidade para transmitir o ensino da Doutrina ou relatar os fatos de um modo capaz de ser entendido tanto quanto poss�vel pelo maior n�mero de leitores. Tudo nos leva, afinal, a reconhecer, pela viv�ncia constante, que n�o � f�cil, n�o � simples fazer jornalismo esp�rita, principalmente porque n�o � um jornalismo de meio de vida: � um jornalismo de ideal!
Referência:
AMORIM, Deolindo. An�lises esp�ritas. Compila��o de Celso Martins. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - cap. 18
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